terça-feira, 8 de fevereiro de 2011

Sangue


Todos nós temos lá no fundo uma grande paixão que ainda doi, que nos angustia e que, às vezes, nos faz chorar, porque traz recordações de alguns momentos, de outros tempos, tempos de inocência, tempos em que minhas esperanças e ilusões eram de uma criança, mas minha realidade já é esta, a de uma pessoa que se entusiasma, se apaixona e experimenta a dor da separação. Tentamos deixar nossas marcas em outros corações, em lenços, em paredes ou em livros para sentir que fomos amados e não solitários, para acreditar que vivemos exatamente no dia em que devíamos crer. É nosso último esforço para continuarmos existindo em lembranças que já não são nossas. Nos lamentamos pela perda do outro, do ser, do corpo que possuíamos e nos lançamos a tentar de novo de todas as maneiras possíveis... Sabe, eu e você já fomos belos e perfeitos antes de estarmos sós e voltaremos a ser jovens na noite em que alguém mais nos ame.

                                             Autoria desconhecida – tradução para o português Junior Rios



“A gente procura um amor que dure o mais possível. Procura, procura, talvez ache. Para mim é horrível aceitar o fato de que estou em disponibilidade afetiva. Esse espaço entre dois encontros pode esmagar completamente uma pessoa. Por isso, eu acho que a gente se engana, às vezes. Aparece uma pessoa qualquer e, então, você vai e inventa uma coisa que na realidade não é. E vai vivendo aquilo, porque não aguenta o fato de estar sozinho.”

                                                                                     Caio Fernando Abreu


                                                                                   ***

Selo L’amour en quatre actes!

Acabo de receber a indicação de mais este selo, que só pelo nome inspirador já diz tudo. Agradeço ao poeta Marcos de Souza, do blog O mundo sob o meu olhar, sempre atencioso e presente por aqui.




 

O indico também a dez blogs amigos:




10 comentários:

  1. Eu tenho um baú onde guardo até os cheiros de minha infância e juventude.
    Me permito as vezes fechar os olhos e abri-lo reportando-me a esse passado que ainda cultivo na memória. Sou tão saudosista... poderia me perder nesses corredores e se fosse possível não voltaria mais.
    Somos a metade da humanidade em que ama e sofre com intensidade.

    Obrigada pela indicação do selo ao Pensamentos em Fragmentos, fico tão feliz quando ganho esses reconhecimentos de carinhos.
    Continuo te lendo, bjos e boa tarde Junior!

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  2. Bela postagem.
    Esse texto me descreveu,eu tenho sim, bem lá no fundo... uma "pequena" paixão que foi correspondida, mas eu não dei muito valor. E hoje tenho que assumir que estou sozinha!
    Parabéns pelo selo, a qualidade do seu
    blog merece!

    BjU grande. ^^

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  3. Júnior Querido...!

    Linda postagem! Caio... sempre Caio!

    E então... o "Versos Vermelhos" ganha seu primeiro selinho... grata pelo carinho Amigo... sempre presente... sempre próximo! Gosto de ti!

    Beijo
    Sil

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  4. Junior,a mais pura verdade o texto do Caio Fernando.
    Agradeço de todo meu coração vc ter se lembrado do Garbage.
    Boa semana a vc.

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  5. Olá Junior.
    Faz tempo que não deixo comentários por aqui né?
    Entretanto não deixei de ler um post sequer. Tudo aqui é tão sincero, inspirador e divino... Quanto ao post de hoje certamente os dois textos se encaixam muitíssimo e bem e você o fez com maestria. Me identifiquei muito com as palavras do Caio. Realmente esse entremeio de fim e começo perturba muito.

    PARABÉNS.

    Ah, fiquei muito feliz com a sua indicação. É uma honra ter o reconhecimento de um escritor tão sagaz como você. Admiro muito a forma como você organiza suas ideias e o seu blog.
    Logo mais tarde postarei o selo!
    Obrigada meu querido.

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  6. Junior, texto lindo e profundo.
    Parabéns pelos selos.
    Abraços e Ótima semana.

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  7. Ah, me esqueci de dizer que vim com o propósito de agradecer seu carinho e dizer que acabei de ganhar outro selo e o indiquei a você.

    Beijos.

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  8. Que coisa...
    às vezes me pergunto pq temos tanto medo da solidão...
    Às vezes o medo é tanto que até nos enganamos permanecendo em relacionamentos mortos...
    Grande abraços querido.
    Déia

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