sábado, 29 de janeiro de 2011

Até o amor passar

Mais uma vez, fiquei esperando o amor passar,
Me desfiz da pressa das horas e coloquei cor de esperança no olhar,
Como alguém que crê que felicidade e sentido possam perfeitamente rimar,
Como quem se deixa embalar por canções que um dia ainda vão inventar.
Fiquei esperando o amor decidir passar,
Assim, com receio, comecei em mim de novo acreditar
E percebi que os sonhos permaneceram aqui no mesmo lugar,
Desejando que desta vez o amor passe antes da última estrela se apagar.




“Estas semanas sem te ver, pareceram anos
E tanto quis te beijar
Que me doem os lábios.”
                                                         Shakira em Sale el sol

quinta-feira, 27 de janeiro de 2011

Amor

 
Quando o amor o chamar,
Se guie, 
Embora seus caminhos sejam agrestes e escarpados
E quando ele vos envolver com suas asas,
Cedei-lhe,
Embora a espada oculta na sua plumagem possa feri-vos
E quando ele vos falar,
Acreditai nele,
Embora a sua voz possa despedaçar vossos sonhos como o vento devasta o jardim,
Pois da mesma forma que o amor vos coroa, assim ele vos crucifica
E da mesma forma que contribui para o vosso crescimento,
Trabalha para vossa poda

[...]

O amor nada dá, senão de si próprio
E nada recebe, senão de si próprio
O amor não possui nem se deixa possuir,
Pois o amor basta-se a si mesmo
Quando um de vós ama, que não diga “Deus está no meu coração”,
Mas que diga antes “Eu estou no coração de Deus”
E não imagineis que possais dirigir o curso do amor, pois o amor se vos achar dignos, determinará ele próprio vosso curso
O amor não tem outro desejo senão o de atingir a sua plenitude

[...]


                                           Trechos de um poema árabe, autoria desconhecida





“Ainda que eu falasse as línguas dos homens e dos anjos, e não tivesse amor, seria como o metal que soa ou como o címbalo que retine. 
 E ainda que tivesse o dom de profecia, e conhecesse todos os mistérios e toda a ciência, e ainda que tivesse toda fé, de maneira tal que transportasse os montes, e não tivesse amor, nada seria.” 

                                         I Coríntios


terça-feira, 25 de janeiro de 2011

(Im)perfeição


Será que os outros apenas me enxergam através dos defeitos?
Se por onde quer que ande, logo sussurram e me apontam com o dedo
Será que de mim não há como tirar algum bom proveito?
Se desconsideram tudo o que penso, sinto e este meu jeito

Será que desta história não sobrou um só acerto?
Se tentei tanto e por várias vezes parecer o perfeito
Será que não há escrito também em qualquer papel meu direito?
Se desisto de ter que vestir este uniforme fútil de preceitos

Será que tenho somente um relógio descompassado dentro do peito?
Se para mim sempre reclamam da vida e da falta de tempo
Ou será que sou eu o único por aqui desafeito?
Se não consigo acreditar no que repetem nem no desapego.



“...Os heróis na minha blusa não são os que você usa,
E eu não te entendo bem.”


                                                                                  Leo Jaime e Leoni

Memória da memória


“Não há quem não feche os olhos ao cantar a música favorita. Não há quem não feche os olhos ao beijar, não há quem não feche os olhos ao abraçar. Fechamos os olhos para garantir a memória da memória. É ali que a vida entra e perdura, naquela escuridão mínima, no avesso das pálpebras. Concentramo-nos para segurar a dispersão, para segurar a barca ao calor do remo. O rosto é uma estrutura perfeita do silêncio. Os cílios se mexem como pedais da memória. Experimenta-se uma vez mais aquilo que não era possível. Viver é boiar, recordar é nadar.”

                                                                                                         Fabrício Carpinejar



domingo, 23 de janeiro de 2011

Depois de ti


Depois de ti, não sei mais quem tenho sido eu,
Se somente reflito o vazio pálido que te sucedeu,
Se até com as vontades quebradas e inúteis pelo chão,
Continuo, impecavelmente, me sentindo teu

Depois de ti, ninguém por aqui apareceu
E, de derrotado, meu coração calou-se e se rendeu
Combatendo o descaso das noites nesta cama sem razão,
À espera de um dia de paz que jamais amanheceu

Depois de ti, a solidão não mais me esqueceu,
Ecoando por toda parte as mesmas palavras do teu adeus,
Como se fosse fácil superar a inseparável desilusão
De um amor que, talvez, nunca me percebeu

Depois de ti, quantos finais a vida me escreveu,
Quantos invernos em que apenas uma canção me aqueceu
E quantas tentativas têm sido em vão
Para me resgatar inteiro deste desencontro meu.


sábado, 22 de janeiro de 2011

Resta



“Eu já não sei respirar quando estou ao lado seu
Juro que me falta o ar, a paixão bateu
Você é aquela mulher escondida nas letras de tantas canções
Deste lado do rio posso ver tudo o que é seu,
Delicadeza e mistério que nem você percebeu

Quero chamar sua atenção 
Com as pausas do meu violão
Resta, 
Nada resta
Leio o seu nome nas águas do amor, 
Que correm a deslizar

Passa, 
Tudo passa
Se eu não consigo dizer, 
Só posso escrever 
Cartas com o olhar,
Com o olhar...”

                                               
Ana Carolina e Chiara Civello



“Eu quis tanto ser a sua paz, quis tanto que você fosse o meu encontro. Quis tanto dar, tanto receber. Quis precisar, sem exigências. E sem solicitações, aceitar o que me era dado. Sem ir além, compreende? Não queria pedir mais do que você tinha, assim como eu não daria mais do que dispunha por limitação humana. Mas o que tinha, era seu.

                                                                                                    Caio Fernando Abreu

sexta-feira, 21 de janeiro de 2011

Dispor


Eu não pediria mais que esta chuva, finalmente, cessasse
Nem buscaria em versos improvisados uma oportunidade,
Tampouco, desejaria que minhas noites vãs logo passassem,
Se você, de mim, alguma vez, lembrasse

Eu não imploraria mais para que a inspiração voltasse
Nem recorreria a fotos para tentar matar a saudade,
Tampouco, veria na solidão minha fatal realidade,
Se você comigo ficasse

Eu não esperaria mais por um sinal qualquer de felicidade
Nem contaria estrelas como se meus pensamentos disfarçasse,
Tampouco, sentiria o desperdício da vida em cada fim de tarde,
Se você resolvesse e, então, me completasse

Eu não me importaria se amanhã o mundo acabasse
E deste coração nenhuma declaração justa restasse,
Tampouco, exigiria percorrer toda a eternidade,
Se você hoje aparecesse e me amasse.

quarta-feira, 19 de janeiro de 2011

A praia


E lá se vai mais um verão sem aqueles dias quentes de sol e de vida, dias quentes de nós. Pode ser que já nem te lembres mais da imensidão transparente e imutável deste céu, tampouco, do azul estonteante do mar, do tempo que fazia questão de passar tão sossegado, só para te trazer, com confiança, mais para perto de mim, daqueles abraços sempre inacabados pela vontade de continuar, terminantemente, ali, e dos tantos detalhes que, apesar de nosso entardecer, eu sei que ainda passeiam e, de vez em quando, podem se reviver em outras histórias por aqui. Lembro-me bem dos olhos, dos teus, que mirava como se os visse pela primeira ou pela última vez, de uma forma sólida que não desaparecessem através do desgaste dos anos de minha memória, que nunca precisaram usar de palavras para transmitir o que, de verdade, queriam e a hora e a maneira escolhida como me queriam, desprovidos de conceitos dogmáticos de reputação ou pudor.
Éramos serenos, claros, livres, quem sabe, por não esperarmos demais da vida, por escondermos, descaradamente, do medo e de toda a extensão da lista de seus desencorajadores preceitos. Realmente, chegamos ao ponto de nos completar, de nos compensar, de não nos vermos distantes nenhum momento, como se dividíssemos a base do mesmo universo. Até nossos pensamentos se comunicavam, se adivinhavam, traçando semelhantes caminhos, de um jeito tão raro que, facilmente, não se perderiam, como se o mundo fosse capaz de girar sobre as palmas inocentes de nossas próprias mãos.
Nem sei dizer se é saudade, pois lembrar, todavia, me alivia, inspira certo teor de calma, de experiência, não me agoniando desesperadamente por uma chance de se repetir, de ganhar, completamente, nossas iludidas expectativas, talvez, por eu não ser aquele, em que os sonhos chegavam, constantemente, como encomendas, porque já saiba que, nem se tentasse, não conseguiria. Mas digo, é inegável que sinto falta do inesgotável companheirismo, dos risos sinceros e sem justa causa, da forma pura de se sentir amado.
E para onde será que os ventos levaram todas as promessas de que estaríamos juntos e intactos em qualquer estação, em qualquer praia? Devem que se desmancharam pelos ares, assim, como as ondas, nossas pegadas, intenções e nomes, desta areia, definitivamente, apagaram.   



************


Oba!Mais selos!

Recebi estes selos da minha amiga Pri, do inspirador e tão cativante blog Never Say Never Love. Mais uma vez, obrigado pelo carinho!








Os indico aos blogs amigos, de alguma forma, sempre presentes!


terça-feira, 18 de janeiro de 2011

1º Lugar - I Concurso Mania de Escrever


Nem sei por onde começar ou que frases sábias usar nesta hora. Mas acho que não há palavras existentes em nenhum idioma, que saibam, com tamanha precisão, especificar a grande satisfação e o orgulho desmedido de poder desfrutar de momentos assim, quando se recebe um prêmio pelo esforço, pelo trabalho constante, pela vontade de sempre procurar se superar, melhorar e oferecer aos seus leitores, algo que lhes acrescente valor, identificação. Agradeço imensamente, ao poeta Marcos de Souza, do blog O mundo sob o meu olhar, responsável pela significante e bela iniciativa de fazer da escrita um caminho e, realmente, uma mania, e, claro, aos meus queridos seguidores, com quem compartilho mais este importante reconhecimento, porque fazem deste espaço uma realidade viva. 


domingo, 16 de janeiro de 2011

Descobertas




“Descobri que minha obsessão por cada coisa em seu lugar, cada assunto em seu tempo, cada palavra em seu estilo, não era o prêmio merecido de uma mente em ordem, mas, pelo contrário, todo um sistema de simulação inventado por mim para ocultar a desordem de minha natureza. Descobri que não sou disciplinado por virtude, e sim como reação contra a minha negligência; que pareço generoso para encobrir minha mesquinhez, que me faço passar por prudente quando na verdade sou desconfiado e sempre penso o pior, que sou conciliador para não sucumbir às minhas cóleras reprimidas, que só sou pontual para que ninguém saiba como pouco me importa o tempo alheio. Descobri, enfim, que o amor não é um estado da alma e sim um signo do Zodíaco.


                                                                               Gabriel García Márquez



Vícios


Só pode ser esta rotina a única culpada de eu sempre me atrever a bater nas mesmas teclas, de me deixar voar pelos mesmos e alucinados mundos perdidos de pensamentos, de sonhar e, logo depois, desistir dos mesmos planos incabíveis para um coração que, apesar de forte, já parece fechado ou, simplesmente, desgastado, acostumado com a ausência de êxito e desocupação diária causadas pelo esquecimento proposital das emoções. Talvez seja este o real motivo de meus passos lentos entre tropeços, cansados de chegar ao mesmo lugar e sem ter nada de válido ou de vitorioso para compartilhar, para tentar, assim, se igualar aos outros, com os quais, tudo parece, perfeitamente, funcionar. Talvez seja este o erro de pensar que sou poeta, se minhas rimas repetitivas não atraem e transmitem sequer intenções de esperança ou valor a ninguém, obcecadas apenas por sentimentos doentes e impossíveis, presos por situações sem cura ou saídas. Como pude me deixar ficar tão monótono, a ponto de me viciar em solidão e silêncio para recuperar o sentido de paz, elegendo o abandono da madrugada como o único horário para me sentir bem, quando posso, enfim, perceber que ainda vive aqui uma alma, que não sabe, ao menos, escolher explicações e um destino. Sinto falta daqueles dias jovens, em que, facilmente, acreditava e desvendava forma de olhares, em que te esperava e, sem medo, escrevia pelos céus, roteiros fáceis de felicidade.    

sexta-feira, 14 de janeiro de 2011

Maktub


Até as pinturas gastas dos quadros parecem, de mim, zombar, como se eu fosse um palhaço iniciante, que sequer uma piada sem graça saiba contar ou, pelo menos, um sorriso inocente possa roubar, deixando-se levar, iludido, por teu circo erguido de mentiras pobres e jogos de azar. E eu que comecei a acreditar em mágicas quando dizias me amar, esperando respostas vindas de todos os astros para ter a inútil certeza de que em qualquer vida, no mesmo feitiço, pudesse te encontrar, mas juro que não quis pensar que com uma história, que, talvez, por algum bonito destino tivesse sido escrita, chegaste ao ponto de trapacear.
As estrelas tentaram me avisar, quando o brilho delas, de repente, quiseste ofuscar, que por pouco tempo neste caminho, poderia te acompanhar, se teu coração nunca conseguiu ou desejou pertencer a um só lugar, se por através de inesquecíveis mundos, apenas por um deserto errante e inseguro preferiste andar. E como achar felicidade em ilusões de areia, se nem a ti, sabes encontrar?
Não me digas que isto estava previsto, que pelas linhas de nossas mãos cada momento já havia acontecido, como se um erro fatal tivéssemos, com toda a noção, cometido. Ainda me dói reconhecer que nada foi realidade, que teus sentimentos são como rios vazios e, assim, da minha verdade, tenho me arrependido.

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A cada selo recebido, me surpreendo mais e me emociono com o reconhecimento e credibilidade dada ao Sin Parangón. Estes, foram indicados pelo blog O mundo sob o meu olhar, do Marcos de Souza.


Este aí encima veio com um pequeno e curioso questionário!

Nome: Junior Rios;
Uma música: São tantas, mas uma, da qual não me canso, Vento no litoral;
Humor: Totalmente incerto;
Cor: Azul;
Uma estação: Verão;
Você prefere viajar: A qualquer hora, o importante é viajar;
Um seriado: Dois homens e meio;
Uma frase ou palavra mais dita por você: “É a vida...”;
O que achou do selo: Inesquecível.





E, mais uma vez, os compartilho com todos os meus seguidores, pois vocês, sem dúvida alguma, os merecem também!Obrigado!

quinta-feira, 13 de janeiro de 2011

Amor platônico


Talvez, o único lugar que me reste na sua vida, esteja mesmo à distância ou em qualquer outra parte, onde não cresçam mais tantas esperanças neste sentimento que, de tão raro e sublime, não se conforma e, de uma vez por todas, não se cansa, que até perante o silêncio resignado do impossível, não o entende, que, à procura de proximidades, ainda canta e, por seu caminho sempre incerto e isento de recompensas, invisível avança.
Fecho os olhos para não ver o desperdício precioso do tempo, passar pela mesmice desta realidade que, em nada, já se aproveita ou me interessa, inquieto por um incontrolável e insano pensamento que se desperta, que, de solidão, me apressa e que, de cárceres rebeldes de ilusões e desejos, nunca me liberta.  
E eu deveria não ter esquecido, deveria ter sim me precavido ou, pelo menos, me dado conta daqueles alertas, embora frágeis, de iminente perigo, antes de preferir voar, me lançando no fundo do precipício, de apostar tudo neste jogo de amor, evidentemente, perdido.
Sigo adormecendo apoiado entre várias memórias sem argumentos ou lógica, que não se resumem em nem sequer uma mera e longínqua história, mas, embasadas em momentos de constantes e delirantes utopias, em planos, quem sabe, equivocados de um sonhado e tão pouco provável “como seria”.
De que adiantam as noites em claro na criação de versos para declarações jamais ditas, escritas apenas atrás das portas dos armários e a imaginação insaciável de um beijo não provado, se seu querer nunca quis ser meu fiel aliado, se por todos os lugares me sinto como um bom perdedor ainda desafiado, me mantendo só em um canto apaixonado, invejando quem, com facilidade, pode estar ao seu lado e eu aqui sempre afastado.
       

“Pode ser que passe despercebido por toda a vida, que meu olhar, de tão sincero, se equipare apenas a uma amistosa companhia. Pode ser, então, que meu coração envelheça nesta iludida espera e não resista até a chegada de sua atrasada primavera, mas sei que um sentimento nenhum tempo enterra, deixarei expresso entre simples e eternas palavras que meu amor de verdade, enquanto eu respirei, você era.” 


terça-feira, 11 de janeiro de 2011

Tempo


E, por quantas vezes, eu esperei através do tempo por respostas, por alguma consideração, gratidão, por um pouco que seja de atenção e, até mesmo, por teu amor que sempre me disse não... Mas parece que este tempo nunca passa ou, simplesmente, não me basta. 


Quando você voltar



Acho que já me cansei de sempre ter que dizer adeus. Não sei se é só por hoje, mas me faltam as palavras e a inspiração adequadas para escrever ou acreditar apenas na força injusta e imbatível da dor, de sua consequente e imponente separação e dos espaços vazios que, ao meu lado, insistem em ficar. Ando querendo, sem pensar, me desfazer, de uma vez por todas, destes destroços de faltas tempestuosas e intermináveis, destes tantos atos e mágoas, que um dia chegaram aqui, afastando-me de mim mesmo e dizendo-se incuráveis. Ando precisando, sem mais a esperar, ver o sol que existe para todos, em meu horizonte, tão profundamente adormecido, também, como um alívio, poder nascer. 

segunda-feira, 10 de janeiro de 2011

Mil pedaços

E de mim, até mesmo a inspiração tens levado,
Logo de mim, que encontrava nas palavras um pouco de afago,
Que me ajudava a carregar o peso imenso deste fardo
De te ver cada vez mais distante do meu lado

E o que respondo a todos os comentários,
Se ainda não sabem te colocar no meu passado
E como me recupero aqui deste teu infiel estrago,
Se, sem saber, me quebraste em mil pedaços.

sexta-feira, 7 de janeiro de 2011

Selos!!


Como é bom poder postar tantos selos é saber que, além do reconhecimento, se estabelece também uma amizade! Estes, recebi do meu amigo Diego do blog Os cara é foda, que faz um trabalho irreverente, sempre atualizado de grandes novidades!Confiram!




                  Hoje, os compartilho com todos os seguidores do “Sin Parangón”, pois são vocês o verdadeiro sentido de tudo isto!Muito obrigado!

Retrato


Talvez hoje, eu crie coragem e rasgue ou queime aquele teu retrato,
Se dizem que preciso tentar mudar a fixação destes meus tristes atos,
Mas, de antecipado, aviso que não poderá ser nada fácil,
Acordar e nunca mais me divertir com a saudade de teu sorriso envergonhado

E, quem sabe, amanhã, já não ande como sempre por aí vagando,
Buscando até nas formas dispersas de nuvens, algo que me lembre teu encanto
E, quem sabe, amanhã, pare de chorar em silêncio pelos cantos,
Entendendo, finalmente, que para esta vida, o melhor é sermos dois estranhos.

quarta-feira, 5 de janeiro de 2011

Sin Parangón recebe os rabiscos do Diego


Vejam só que imagem mais “show” que acabei de receber do blog Rabiscos do Diego, um espaço criativo e que aconselho a visitarem, marcarem presença mesmo, principalmente, se também querem ganhar um desenho fantástico assim para estampar seu próprio blog. Ele sempre faz promoções geniais por lá, o segredo é acompanhar e ficar atento para logo ter o seu!Valeu demais, Diego!


terça-feira, 4 de janeiro de 2011

Amor sem glória


Se soubesses o que se passa por aqui,
Onde não sobraram caminhos, muito menos, um destino,
Se apenas ouço tua falta em meus longos suspiros,
Tentando adivinhar o que terá sido de ti

Se soubesses que este coração não se incomoda
Com a dor imbatível da solidão que, aos poucos, o devora,
Se, por certo, perdeu a capacidade de reclamar ou pedir,
Ciente de que não haverá ninguém próximo que possa lhe ouvir

Se soubesses que, para mim, não há mais história,
Mas, tão só, destroços de uma recordação tempestuosa,
Se já não enxergo através da chuva possibilidades de volta,
Acostumado a conviver com este amor sem glória.

segunda-feira, 3 de janeiro de 2011

Naquele dia



E disseste, naquele dia, que apenas o amor bastaria,

Que a distância que te levaria, jamais importaria
E te olhando nos olhos, preferi fingir que acreditaria,
Mas sabia bem que naquele mesmo abraço, eu já te perdia

E disseste, naquele dia, que de teus pensamentos, nunca sairia,
Que o tempo nos ajudaria e, então, depressa passaria
E olhando teu aceno de adeus, preferi fingir que sorria,
Mas sabia bem que naquele instante, minha alma, de mim, também se despedia.






“E me dá uma saudade irracional de você, uma vontade de chegar perto, de só chegar perto e olhar sem dizer nada.” (Caio Fernando Abreu)


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