Todos
nós temos lá no fundo uma grande paixão que ainda doi, que nos angustia e que,
às vezes, nos faz chorar, porque traz recordações de alguns momentos, de outros
tempos, tempos de inocência, tempos em que minhas esperanças e ilusões eram de
uma criança, mas minha realidade já é esta, a de uma pessoa que se entusiasma,
se apaixona e experimenta a dor da separação. Tentamos deixar nossas marcas em
outros corações, em lenços, em paredes ou em livros para sentir que fomos
amados e não solitários, para acreditar que vivemos exatamente no dia em que
devíamos crer. É nosso último esforço para continuarmos existindo em lembranças
que já não são nossas. Nos lamentamos pela perda do outro, do ser, do corpo que
possuíamos e nos lançamos a tentar de novo de todas as maneiras possíveis... Sabe,
eu e você já fomos belos e perfeitos antes de estarmos sós e voltaremos a ser
jovens na noite em que alguém mais nos ame.
Autoria
desconhecida – tradução para o português Junior Rios
“A gente procura um
amor que dure o mais possível. Procura, procura, talvez ache. Para mim é
horrível aceitar o fato de que estou em disponibilidade afetiva. Esse espaço
entre dois encontros pode esmagar completamente uma pessoa. Por isso, eu acho
que a gente se engana, às vezes. Aparece uma
pessoa qualquer e, então, você vai e inventa uma coisa que na
realidade não é. E vai vivendo aquilo, porque não aguenta o fato de estar
sozinho.”
Caio
Fernando Abreu
***
Selo L’amour en quatre
actes!
Acabo de receber a indicação de mais este selo, que só
pelo nome inspirador já diz tudo. Agradeço ao poeta Marcos de Souza, do blog
O mundo sob o meu olhar, sempre atencioso e presente por aqui.

O indico também a dez blogs amigos:






