sábado, 2 de abril de 2011
Boneco de trapo
Não quero mais viver de contos nem de apenas esta única e nossa canção,
Tampouco ficar esperando te atrair um dia com as batidas já exaustas do meu coração.
Hoje, vou jogar fora tuas cartas de mentira e o assombro insinuante de tua inspiração,
Vou substituir os sonhos, os vasos de flores e o meu olhar triste de turva imensidão.
Não quero mais desenhar amores em qualquer esquina ou em cartazes de papelão,
Tampouco enxergar entre tuas mãos uma espécie rara de salvação.
Hoje, vão embora meus versos inversos, as noites de desencanto e as cordas do violão,
Vou transformar lágrimas em um novo canto e este incessante aguaceiro em meu sol de verão.
Não quero mais perder a razão com teu silêncio nem firmar nenhuma declaração,
Tampouco fazer promessas até ao diabo para ganhar migalhas de atenção.
Hoje, se apagarão teus rastros, teu rosto dos meus álbuns e o cheiro do meu quarto,
Vou tentar não ficar tão espalhado e começar a me costurar como um pobre boneco de trapo.
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Que lindo poema! :D Adorei todo o poema! :) beijo e um bom fim de semana!
ResponderExcluirHá um caminho a percorrer, sempre!
ResponderExcluirGosto da forma como faz poesia, Júnior, parece-me sincera.
Abraço
Bonecos de trapo, todos somos, cada qual co seu pedaço faltando, pedaço a mais. Com costura forte, ou rasgado.
ResponderExcluirBeijo.
Que sensibilidade! Teu poema é uma abordagem que brinca com uma palavra que tem uma essência gigantesca.
ResponderExcluirAbraços Juninho e Ótimo final de semana!
A gente se remenda mas a alma cheia de tatuagens.
ResponderExcluirBeijo.
Junior
ResponderExcluirvc expressa tão bem sentimentos.
Boa decisão há um momento em que precisamos de remendos, tapar um pouco os burados, dói no início, depois se refaz.
Beijos
A cada poema vc se supera.
ResponderExcluirEste está nota 1000.
Li várias vezes, e achei lindo.
Espero que continue a ter inspiração assim.
É sempre um presente a quem vem aqui.
Caraca, como vc escreve bem!
ResponderExcluirAmei!
Beijo!
Querido, que texto lindo!
ResponderExcluir"Não quero mais perder a razão com teu silêncio"
Nunca mais quero passar por isso... dói demais...
Como sempre, um prazer ter estado por aqui...
Déia
massa! Ducaralho esse poema!
ResponderExcluirMantou benzao! Ja dizia cazuza "o tempo nao para"
É isso ai, é recolher as migalhas erguer-se e tocar a vida pra frente, nem q seja na forma de um boneco de trapo :D
Abss
http://www.estilodistinto.com/
Eu também "Não quero mais desenhar amores em qualquer esquina ou em cartazes de papelão".
ResponderExcluirAdoro o modo como vc retrata a dor e o amor. E como se vc estive lendo a minha alma.
Beijos e uma boa semana!
'tem gente que machuca os outros, tem gente que não sabe amar...'
ResponderExcluirné?
Belo texto Junior... Um beijo
Certamente que há momentos em que temos que dar um basta.. Belíssimo texto Junior!.. Gostei daqui [:)]
ResponderExcluirBeijocas em seu coração..
Verinha
Renata disse:
ResponderExcluirHey poeta,por um instante lembrei-me das minhas aulas de literatura sobre Parnasianismo,que perfeição a forma desse poema,hein? Mas o Romantismo lírico prevaleceu,e que emocionante!!
Jogar fora as cartas de mentira e se recompor,talvez seja o melhor a se fazer mesmo!
*Bjs Junior,bom ter vc por lá,em nosso recanto!