quinta-feira, 2 de dezembro de 2010

Espero


E mais um dia, finalmente, por aqui se foi e eu continuo a perseguir os mesmos sonhos impossíveis, os mesmos sentimentos largados pelo ar e, eu continuo a esperar só você, talvez com menos intensidade, com menos vontade ou esperança, talvez por simples costume ou bobagem, mas eu ainda espero.
E mais um dia, finalmente, por aqui se foi e eu continuo sentado no lugar de sempre, querendo, com a mesma facilidade de antes, ter sua presença com o dom suficiente de me fazer imortal, porém, tendo mais certeza de que nem se lembra mais do que não sei mais esquecer.
E mais um dia, finalmente, por aqui se foi e continuo precisando viver em pelo menos uma saudade, um pensamento seu, tentando me conscientizar, irrefletidamente, que a vida deve sim seguir seu rumo inevitável e que o meu, definitivamente, não tem a mesma direção que o seu.
E mais um dia, finalmente, por aqui se foi.  

Selo de Qualidade




E as comemorações não param!!!

Hoje o Sin Parangón recebeu mais este selo da minha amiga Pri, do blog Never Say Never Love, um espaço inspirador e de fácil identificação, que retrata o dia-a-dia de qualquer pessoa normal com sentimentos e vontades de sobra. Vale MUITO a pena conferir!

Regra para a obtenção do selo:

- Falar 10 coisas sobre você!Fácil, não?Definitivamente não...

1 - Sou uma pessoa que se considera muito determinada, quero alguma coisa, quero e pronto.
2 - Ultimamente, ando viciado em internet e em sempre escrever textos e mais textos.
3 - Sempre disposto a viajar para qualquer lugar. Viajando, parece que tudo fica perfeito, tranquilo!
4 - Apesar de ser determinado, às vezes, me bate uma insegurança chata, que acaba atrapalhando.
5 - Perfeccionista ao extremo. Tudo que faço, tento fazer bem feito.
6 - Adoro ouvir música! Me inspiro a cada nota...Se pudesse ouviria 24 horas por dia!
7 - Amo, sem medidas, os cães, neles encontro verdadeiros amigos, confiança inquebrável.
8 - Queria realizar com mais facilidade meus sonhos, mas como dizem por aí, se fossem tão fáceis não seriam sonhos!Esperar é o remédio.
9 - Tenho mania de achar no passado o melhor tempo já vivido e acabo me esquecendo, consequentemente, do futuro.
10 - Sou estudante, faço faculdade de Direito e estou em época de avaliações finais!

Acho que consegui!

Com toda a admiração do mundo e com a mesma regra em questão, repasso este selo aos meus companheiros:


quarta-feira, 1 de dezembro de 2010

Selo "Blogueiro Show"




Mais um selo!!!  


O Sin Parangón acaba de receber mais um reconhecimento, que chega justamente quando completa um mês de vida! Então, não há melhor presente para comemorar esta data!

A indicação carinhosa partiu da Laura, do blog Humor Negro sem Censura, que faz um trabalho descontraído, diferenciado e único, abordando, de uma forma clara e bem humorada, variados temas interessantes e atuais. Não tem como não dar uma clicada no link acima para conferir e seguir!Muito obrigado!

O selo transmite uma ideia de laços sólidos de amizade que vão se unindo, se atando a cada postagem, a cada comentário, a cada “bom dia” no mural de recados, dando ainda mais ânimo, mais inspiração a cada blogueiro para continuar criando, pesquisando, sonhando...



“A amizade é uma predisposição recíproca que torna dois seres igualmente ciosos da felicidade um do outro.”
                                                                             Platão


Orgulhosamente, divido este prêmio com meus amigos que, sempre que possível, visitam este blog, dando-lhe mais vida!


A vocês:

terça-feira, 30 de novembro de 2010

Apaixonado


Que inútil já se faz a espera de um sentimento neste quarto esquecido de toda a cidade, se não há quaisquer sinais de nenhum coração disposto, se os pensamentos vagam distante e regressam sempre sem ninguém, trazendo, de vez em quando, somente as mesmas respostas egoístas de um mundo que tem sido tão doloroso, que, com mil desprezos, me afasta de um final que ainda tenta ser feliz.
Que triste já se faz a ausência de um sentimento que, com segurança, me desse a mão, que me rasgasse, sem maiores cerimônias, este vasto histórico de solidão, se não consigo me encontrar completo e perfeito dentro de qualquer abraço, se sem rumo certo, caminho só por esta encruzilhada escura de esquecimentos.
E eu que queria estar apaixonado nesta última noite de novembro, podendo pintar neste meu céu sempre cinza, formas de luas que enfeitiçassem de carícias a madrugada, inventando beijos que dessem voz ativa a estes desejos, que me acendessem, libertassem e saciassem, finalmente, a alma.  
E eu que queria estar apaixonado nesta última noite de novembro, determinado a, outra vez, me naufragar em um oceano profundo de ilusões, que limpassem destas almofadas o abandono da saudade e que, apesar de que não me garantissem nada, não me dissessem adeus quando no horizonte avistassem chegar a alvorada.

segunda-feira, 29 de novembro de 2010

04:43 am


Nem sei dizer, ao certo, se por aqui ainda é madrugada. O relógio sempre apressado comigo, marca 04:43 am, e por mais que eu me peça e precise, não consigo dormir. Mas ultimamente tem sido assim, tenho pensado demais. Sinto-me sozinho, inquieto, perdido na imensidão vazia desta noite sem lua, confessando às paredes pálidas, como um louco de natureza, minha ansiedade irremediável, fazendo planos inumeráveis para se, de repente, resolvesse lembrar-me um pouco de mim.
Ando tentando descobrir, entender e presenciar, sem restrições, o que, na realidade, significam mudanças, medindo e confrontando, de certa forma, todas as suas possíveis benfeitorias e consequências, querendo, em meio a tantos conceitos, alcançar, desesperadamente e de uma vez, uma explicação conclusa, uma fórmula legítima e acessível, que comprovem que, realmente, é muito fácil mudar.
Ao meu redor tudo parece tão inalterável, tão igual, que de tão comum, já perdeu toda a graça, todo o brilho, toda a particularidade que deveria conter cada dia. E as semanas continuam a passar velozes e monótonas, dizendo-se recheadas de oportunidades, que, por aqui, nunca se anunciam, nunca visitam, nunca habitam.
Sei que posso ser o único culpado. Talvez, eu tenha mesmo me acomodado, me acostumado a viver um dia dez mil vezes, a ver pela janela, a vida escapar despercebida. Talvez, depois de tantos fracassos, eu tenha mesmo medo de tentar, de acreditar de novo, mas se por aí, ainda sobra algum resíduo do que em mim foi esperança, que o vento frio lá fora, me devolva esta noite.    

sábado, 27 de novembro de 2010

O último romance


"...E ninguém dirá que é tarde demais, que é tão diferente assim.
Do nosso amor, a gente é quem sabe..."
Related Posts Plugin for WordPress, Blogger...