As feridas
deste amor, que, por apenas momentos, preferiste abandonar
Quando
a meia-noite chegar,
Não terei
mais tempo para consertar
Todos
os sonhos que construí e não tiveste compaixão de quebrar,
Não perderei
mais a vida
Imaginando
se, a mim, teu coração, alguma vez, pôde considerar
Quando
a meia-noite chegar,
Não conservarei
mais a paciência
De
com, qualquer desculpa, te ver voltar,
Não
alimentarei mais aquela esperança
De tua
magia recuperar, quando, enfim, a meia-noite chegar.
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E o Sin Parangón começa
o ano muito bem! Recebi esta variedade de selos do blog O mundo sob o meu olhar, do
meu amigo Marcos de Souza, um lugar que me deixa sem palavras a cada
visita!Confiram lá também!
Não sendo diferente, os indico aos meus grandes blogs amigos, que
sempre fazem questão de passar por aqui e deixar suas marcas e incentivos. A
vocês:
E para fechar com chave de ouro o ano de 2010, nada é tão
gratificante do que receber mais um selo, que como sempre, demonstra o
reconhecimento de todo o esforço, desejo, respeito e carinho colocados ao criar uma
postagem!Este, recebi do blog Pensamentos de uma pós-adolescente, um espaço moderno e que inspira, de todas as formas, qualquer um!Muito obrigado, Hayley!
O compartilho com todos os seguidores (verdadeiros incentivadores), visitantes e curiosos do Sin Parangón! E lembrem-se que no próximo ano, com certeza, nos encontraremos por aqui!
Ando enclausurado em tantos pensamentos
sem origem e rumo, tantos ideais e sonhos, que de tão gloriosos, não conseguiriam
se encaixar na monotonia irremediável, que teima em me consumir nesta vida. Ando
imaginando e escrevendo, por estas paredes sempre mudas e frias, sentimentos que
nunca se lembraram de existir para mim, talvez, como único pretexto de tentar
esvaziar o oceano atormentado de ausências, por onde navego só, em uma viagem privada
de horizontes azuis e, aparentemente, privada de um carecido porto seguro no fim.
Dizem que, aos poucos, tenho me perdido,
que a lucidez de algum tipo de razão, há tempos, não pode passar por aqui, e,
confesso que com o decorrer rápido de todos os anos, já não sei mais, resguardado
pela suposta segurança da realidade, esperar nem sentir. Dizem que esta mania
absurda de perseguição nunca fez sentido e que de ser calado, ninguém entende
os motivos, pois se esquecem que depois de tantas injustas acusações e de ouvir
uma coleção incontável de adeus, não há quem não saia com traumas ou, interiormente, ferido.
Mas, de vez em quando, ainda posso
encontrar vestígios de fé espalhados ao longo do caminho, e, sem pensar,
recolho todos, com a simples intenção de voltar a acender cometas por meu apagado
infinito.
As canções agora,
sempre tocam na hora errada, as conversas não conseguem dizer nada, não
resistindo a este clima revolto, pesado e um tanto estranho de despedida e,
embora, eu tente entender de distâncias, juro que ainda não pude aceitar perder
o único sentido que faz valer a pena estes meus vagos dias. Não é por egoísmo
ou impaciência, é pelo bom costume que trouxe, é pelas chances que mostrou e é
por medo mesmo de ter que, de repente, cair e não me levantar mais dentro de
uma injusta e próxima realidade.
E
eu que nunca antes havia dado muita importância e me apegado a essas coisas de
promessas, talvez por excesso de fraqueza ou por pura descrença, me deparo
comigo aqui, cumprindo, integralmente e com toda a fé, inúmeras delas, de todas
as crenças possíveis e as mais complicadas existentes, só para não ver, de
novo, você indo embora, só para não me ver, de novo, brincando de criar
histórias. Se já me falta a coragem de, com vontade, mirar nos seus olhos, pois
quando, em definitivo, vier o adeus, sei bem que não suporto. Se já tenho pena
de encarar este seu sorriso tão convidativo, que, uma vez, iluminou um lugar,
onde a simples luz do sol jamais alcançará.
Palavras
difíceis insistem em fazer parte deste seletivo e escasso vocabulário,
formando, com alarmantes erros e dúvidas, frases tristes e permanentes, que
nenhum sentimento alimentado de verdade aprovaria. Ensaios desesperados de
saudade revelaram tantas marcas que nem eu próprio conhecia, manias e traços
seus, que invadem de personalidade meus milhões de noites em claro e poesias.
E
de nós dois, o que restará? Quem sabe, apenas páginas intermináveis de
memórias, que o tempo fará questão de desbotar, comparações e impressões, que
causarão receio de, novamente, acreditar. E de mim, o que restará? Esperanças quebradas
e remotas. Mas, tudo bem, a vida logo me dirá.