segunda-feira, 3 de janeiro de 2011

Naquele dia



E disseste, naquele dia, que apenas o amor bastaria,

Que a distância que te levaria, jamais importaria
E te olhando nos olhos, preferi fingir que acreditaria,
Mas sabia bem que naquele mesmo abraço, eu já te perdia

E disseste, naquele dia, que de teus pensamentos, nunca sairia,
Que o tempo nos ajudaria e, então, depressa passaria
E olhando teu aceno de adeus, preferi fingir que sorria,
Mas sabia bem que naquele instante, minha alma, de mim, também se despedia.






“E me dá uma saudade irracional de você, uma vontade de chegar perto, de só chegar perto e olhar sem dizer nada.” (Caio Fernando Abreu)


sábado, 1 de janeiro de 2011

Meia-noite

Quando a meia-noite chegar,
Não fará mais sentido toda esta saudade
Que tens me feito, de propósito, suportar,
Não farei mais questão de curar
As feridas deste amor, que, por apenas momentos, preferiste abandonar

Quando a meia-noite chegar,
Não terei mais tempo para consertar
Todos os sonhos que construí e não tiveste compaixão de quebrar,
Não perderei mais a vida
Imaginando se, a mim, teu coração, alguma vez, pôde considerar

Quando a meia-noite chegar,
Não conservarei mais a paciência
De com, qualquer desculpa, te ver voltar,
Não alimentarei mais aquela esperança
De tua magia recuperar, quando, enfim, a meia-noite chegar.


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E o Sin Parangón começa o ano muito bem! Recebi esta variedade de selos do blog O mundo sob o meu olhar, do meu amigo Marcos de Souza, um lugar que me deixa sem palavras a cada visita!Confiram lá também!






Não sendo diferente, os indico aos meus grandes blogs amigos, que sempre fazem questão de passar por aqui e deixar suas marcas e incentivos. A vocês:


quinta-feira, 30 de dezembro de 2010

Próxima parada: 2011





Levante-se, sacuda a poeira e volte ao caminho!



FELIZ ANO NOVO!

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E para fechar com chave de ouro o ano de 2010, nada é tão gratificante do que receber mais um selo, que como sempre, demonstra o reconhecimento de todo o esforço, desejo, respeito e carinho colocados ao criar uma postagem!Este, recebi do blog Pensamentos de uma pós-adolescente, um espaço moderno e que inspira, de todas as formas, qualquer um!Muito obrigado, Hayley!
O compartilho com todos os seguidores (verdadeiros incentivadores), visitantes e curiosos do Sin Parangón! E lembrem-se que no próximo ano, com certeza, nos encontraremos por aqui!



quarta-feira, 29 de dezembro de 2010

Sem nexo


Ando enclausurado em tantos pensamentos sem origem e rumo, tantos ideais e sonhos, que de tão gloriosos, não conseguiriam se encaixar na monotonia irremediável, que teima em me consumir nesta vida. Ando imaginando e escrevendo, por estas paredes sempre mudas e frias, sentimentos que nunca se lembraram de existir para mim, talvez, como único pretexto de tentar esvaziar o oceano atormentado de ausências, por onde navego só, em uma viagem privada de horizontes azuis e, aparentemente, privada de um carecido porto seguro no fim.
Dizem que, aos poucos, tenho me perdido, que a lucidez de algum tipo de razão, há tempos, não pode passar por aqui, e, confesso que com o decorrer rápido de todos os anos, já não sei mais, resguardado pela suposta segurança da realidade, esperar nem sentir. Dizem que esta mania absurda de perseguição nunca fez sentido e que de ser calado, ninguém entende os motivos, pois se esquecem que depois de tantas injustas acusações e de ouvir uma coleção incontável de adeus, não há quem não saia com traumas ou, interiormente, ferido.
Mas, de vez em quando, ainda posso encontrar vestígios de fé espalhados ao longo do caminho, e, sem pensar, recolho todos, com a simples intenção de voltar a acender cometas por meu apagado infinito.

terça-feira, 28 de dezembro de 2010

Despedida




            As canções agora, sempre tocam na hora errada, as conversas não conseguem dizer nada, não resistindo a este clima revolto, pesado e um tanto estranho de despedida e, embora, eu tente entender de distâncias, juro que ainda não pude aceitar perder o único sentido que faz valer a pena estes meus vagos dias. Não é por egoísmo ou impaciência, é pelo bom costume que trouxe, é pelas chances que mostrou e é por medo mesmo de ter que, de repente, cair e não me levantar mais dentro de uma injusta e próxima realidade.
 E eu que nunca antes havia dado muita importância e me apegado a essas coisas de promessas, talvez por excesso de fraqueza ou por pura descrença, me deparo comigo aqui, cumprindo, integralmente e com toda a fé, inúmeras delas, de todas as crenças possíveis e as mais complicadas existentes, só para não ver, de novo, você indo embora, só para não me ver, de novo, brincando de criar histórias. Se já me falta a coragem de, com vontade, mirar nos seus olhos, pois quando, em definitivo, vier o adeus, sei bem que não suporto. Se já tenho pena de encarar este seu sorriso tão convidativo, que, uma vez, iluminou um lugar, onde a simples luz do sol jamais alcançará.
Palavras difíceis insistem em fazer parte deste seletivo e escasso vocabulário, formando, com alarmantes erros e dúvidas, frases tristes e permanentes, que nenhum sentimento alimentado de verdade aprovaria. Ensaios desesperados de saudade revelaram tantas marcas que nem eu próprio conhecia, manias e traços seus, que invadem de personalidade meus milhões de noites em claro e poesias.
E de nós dois, o que restará? Quem sabe, apenas páginas intermináveis de memórias, que o tempo fará questão de desbotar, comparações e impressões, que causarão receio de, novamente, acreditar. E de mim, o que restará? Esperanças quebradas e remotas. Mas, tudo bem, a vida logo me dirá.

segunda-feira, 27 de dezembro de 2010

Sonhos por planos

“Era uma vez você e eu
Quando éramos verdes e fáceis,
Frescos como limas e felizes como um céu de domingo
Não havia nada que pudéssemos vender ou comprar,
Porque tudo de que, realmente, precisávamos
Eram nossos pés descalços e um par de asas para voar
                                                                               
                                                   [...]

Você pode me dizer como costumava ser?
Nós perdemos nossa chance?
Nós trocamos nossas esperanças por medos
E nossos sonhos por planos?
Você pode me dizer como costumava ser
Quando, realmente, nos importávamos
E quando o amor estava ao nosso lado?
Ao nosso lado...”
     
                                                                 
         (Trechos da tradução de Dreams for plans. Letra completa aqui)
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