O Sin Parangón recebeu hoje mais este
presente especial por demais oferecido pelo blog Hiperestesia, onde
desde o início tenho marcado presença para não perder o encantamento inevitável encontrado facilmente
em cada texto, cada poesia escrita. Confiram!
sábado, 5 de fevereiro de 2011
quinta-feira, 3 de fevereiro de 2011
Afaste-se
“Jamais
senti na alma tanto amor
E
ninguém mais que você me amou
Por
você ri e chorei,
Renasci,
mudei,
O
que tive dei
Para
ter você aqui
Já
sei que nos despedir é melhor
Sofrendo
pagarei meu erro
Já
nada será igual
Tenho
que aceitar
E
achar a força em mim para este adeus
Afaste-se,
Não
posso mais
Já
não há maneiras de voltar o tempo atrás
Esqueça
de mim
E
deixe-me seguir
A
sós com minha solidão
Afaste-se,
Me
diz adeus
E
me resignarei a seguir sem teu calor
E
jamais entenderei
O
que foi que aconteceu
Sim,
nada posso fazer
Afaste-se
Não
vou arrepender-me do ontem
Amando,
te fiz mulher
Por
aquele amor,
Por
ser sempre fiel,
Hoje
tenho que ser forte e aprender.”
Albert Hammond / Marti Sharon – Adaptação para o
português Junior Rios
quarta-feira, 2 de fevereiro de 2011
Em silêncio
Sei que já não se importa que hoje
eu vá embora,
Que, em silêncio, logo me abrirá a
porta,
Que voltará aos seus livros e a perder
as horas
E escutará a mesma música quando
algo incomoda
E eu aqui escondendo uma foto sua
na mala,
Tentando me convencer que não fará
falta,
Enquanto você solta risos altos da
TV pela sala
E, com o olhar, acusa de ser somente
minha a falha
Queria ter a convicção de que tudo
passa
E com sua facilidade em nós colocar
um basta,
Mas sei que me seguirá por qualquer
rua ou casa
O desejo de suas mãos que minhas
tempestades acalmava
O tempo corre e você não se
justifica ou fala,
Por todos os lados, apenas ouço
suas pausas
E eu ainda querendo roubar um pedaço
da sua alma
Para depois sentir que não fomos
sempre um nada.
Apenas mais uma de amor
“Eu gosto tanto de você
Que até prefiro esconder
Deixo assim ficar subentendido
Que até prefiro esconder
Deixo assim ficar subentendido
Como uma ideia que existe na cabeça
E não tem a menor obrigação de
acontecer...”
“Eu acho que não sei fechar ciclos, colocar
pontos finais. Comigo são sempre vírgulas, aspas, reticências.”
Caio Fernando Abreu
terça-feira, 1 de fevereiro de 2011
Teus olhos
Quero apenas cinco coisas:
Primeiro é o amor sem fim;
A segunda é ver o outono;
A terceira é o grave inverno;
Em quarto lugar o verão;
A quinta coisa são teus olhos.
Não quero dormir sem teus olhos.
Não quero ser sem que me olhes.
Abro mão da primavera para que continues me olhando.
Primeiro é o amor sem fim;
A segunda é ver o outono;
A terceira é o grave inverno;
Em quarto lugar o verão;
A quinta coisa são teus olhos.
Não quero dormir sem teus olhos.
Não quero ser sem que me olhes.
Abro mão da primavera para que continues me olhando.
Pablo
Neruda
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